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Dimorfismo Sexual E Comportamento Reprodutivo Em Anuros

Atualizado: 25 de out.


Fonte: Herpeto Capixaba.

Anuros são anfíbios que não possuem cauda, contém a cabeça fundida ao corpo e os membros posteriores são adaptados para saltos ou até mesmo para a natação. Exemplos deste tipo extraordinário de animais são os sapos, rãs e pererecas. Apesar de terem conquistado o ambiente terrestre, estes vertebrados ainda dependem da água para o crescimento, desenvolvimento e, principalmente, para a reprodução.


Os anuros relacionam-se com outros indivíduos na busca de competição territorial (relação intra-sexual) ou para a reprodução (relação inter-sexual), e muitas vezes vocalizam e reproduzem sinais visuais para que essa comunicação ocorra.


O dimorfismo sexual pode ser observado com clareza em grande parte dos indivíduos, pois a diferença entre machos e fêmeas é notada pelo tamanho corporal, presença de saco vocal (amplificador de sons), glândulas e até mesmo a largura dos membros anteriores, isto porque os machos precisam defender o território e conquistar uma parceira sexual (canto de anúncio), sendo assim, existe a necessidade de vocalizar realizando então o enchimento dos pulmões e do saco vocal. No entanto, existem outros tipos de cantos que são utilizados para enviar um alerta como, por exemplo, o canto de soltura, que ocorre quando um macho “abraça” outro macho por engano ou uma fêmea que não atingiu a maturidade sexual.


Fonte: Conhecimento Científico.

A reprodução em anuros pode ser observada de várias formas, pois, para cada grupo, existe uma adaptação e necessidade diferente. Por isso, existem diversas posições utilizadas pelos indivíduos e a mais comum é o “amplexo nupcial”, em que o macho abraça a fêmea e a segura com os membros peitorais. Isto ocorre devido ao tipo de fecundação (comumente externa). Além do amplexo nupcial, foram identificadas diversas outras formas de acasalamento como, por exemplo, o amplexo inguinal, montado, grudado, cefálico, axilar e independente.


Fonte: Os anfíbios das Araucárias.

A depender da espécie, o amplexo pode durar minutos, horas ou até mesmo dias até que os os óvulos sejam fecundados e, na maioria das espécies, pode ocorrer o cuidado parental. É muito importante entendermos a biodiversidade dos anuros e o quão eles podem ser interessantes e necessários para o ecossistema. Estudar, compreender seus hábitos e estilo de vida auxilia na preservação destes seres.


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REFERÊNCIAS



Viana, Ethél. Amplexo, o abraço do amor. 2019. Disponível em: https://www.herpetocapixaba.com.br/post/amplexo-o-abra%C3%A7o-do-amor. Acesso em: 09/10/2022.


Dias, Letícia. Anuros, o que são? Classificação, características e importância. 2021. Disponível em: https://conhecimentocientifico.com/anuros-anfibios/. Acesso em: 10/10/2022.


Rainha, Raissa; Silva, Hélio. Dimorfismo sexual associado aos músculos peitoralis abdominalis e obliquus externo em anfíbios anuros. Disponível em: https://proceedings.science/cbh/papers/dimorfismo-sexual-associado-aos-musculos-peitoralis-abdominalis-e-obliquus-externo-em-anfibios-anuros?lang=pt-br#:~:text=O%20dimorfismo%20sexual%20secund%C3%A1rio%20em,do%20bra%C3%A7o%20e%20do%20antebra%C3%A7o. Acesso em: 09/10/2022.



 

Sobre o autor: Mariana Castro Novato, graduanda em Ciências Biológicas / Licenciatura - UFU, é apaixonada pela natureza e pela biodiversidade como um todo, gosta de trabalhar com répteis e anfibios.


Contato: marianacnovato.minasbio@gmail.com

 



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