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Aranhas: Curiosidades - Socialidade e Cuidado Parental

*ALERTA ARACNOFÓBICOS: ESSE TEXTO CONTÉM IMAGENS DE ARANHAS*


Você provavelmente já viu ou reparou que quase sempre as aranhas são solitárias, e algumas até são apelidadas de Viúva-Negra. Você também já deve ter visto aqueles vídeos na internet de pessoas batendo em uma aranha e ela despedaçando em várias mini aranhas, né? Se você tem um pouquinho de interesse em aranhas, venham conosco conhecer um pouquinho sobre alguns comportamentos que esse grupo fascinante apresenta! Bom, você está certo em pensar que as aranhas são animais solitários, porém contudo todavia, sempre na biologia irá existir um DEPENDE. Por mais que o comportamento primordial desse grupo seja solitário, existem ainda algumas espécies que são gregárias, ou seja, coexistem em um mesmo espaço, em teias individuais interconectadas por um determinado período de tempo, curto ou longo, fora isso, a interação desses indivíduos, quando da mesma espécie, geralmente está relacionado à disputa por alimento, espaço ou fêmeas. Em espécies que ocorrem essas agregações, são formadas as colônias, nas quais existe a cooperação na captura de presas e cuidados da prole.


Fonte: iNaturalist.

Outro fator que pode influenciar na formação de grupos cooperativos, é a tolerância materna sobre o tempo de permanência da prole em sua teia. Mas como assim, minha gente, as mães aranhas cuidam dos filhotes? Sim!!


Fonte: iNaturalist.

Esse comportamento de cuidado maternal pode variar de espécie para espécie, podendo ocorrer de forma singela, como o envolvimento dos ovos em uma ooteca de seda apenas, ou até a proteção e alimentação dos filhotes em seus primeiros estágios de vida, e em algumas espécies ainda, a fêmea carrega a prole no corpo até determinada fase de vida dos mesmos.


Sendo assim, a formação de grupos cooperativos pode ocorrer em espécies em que a prole permanece na teia materna após nascerem por alguns meses, em que a mãe irá prover alimento para eles e, após um tempo, os filhotes deixam a teia materna e constroem suas próprias teias individuais. Já em outras espécies, como as do gênero Anelosimus, os filhotes permanecem na teia materna até a maturação sexual, ou em alguns casos, a vida toda.


Fonte: iNaturalist.

Bom, mas e os machos nessa história toda? Pouco se sabe sobre o comportamento parental dos machos no cuidado da prole, por ser raro e diminuto. O mais comum de ser observado são os diversos comportamentos de corte em várias espécies, como na aranha-pavão (Maratus sp.), e os casos de disputa pela fêmea entre os machos, e até mesmo em algumas espécies, não todas, o canibalismo sexual, como no caso das viúvas-negras, mas isso nem sempre é regra.


Fonte: iNaturalist.

Esses comportamentos descritos aqui são apenas um apanhado geral de alguns dos diversos comportamentos apresentados pelas aranhas, que são estigmatizadas e sofrem com os vários mitos criados pela sociedade, pelo medo e aversão às mesmas, em que o medo atrapalha no conhecimento de seres tão incríveis, que apresentam importante papel ecológico no meio-ambiente.


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REFERÊNCIAS:


Gonzaga, A.J. Santos, H.F. Japyassú. Ecologia e Comportamento de Aranhas. Editora Interciências. Acesso em 16 de maio.



 

Sobre o autor: Geovanni Tavares Mubarak, graduando em Ciências Biológicas - Bacharelado, pela Universidade Federal de Uberlândia. Apaixonado por artrópodes, principalmente por insetos e aranhas. Gosto muito de música, um docinho depois do almoço e um draminha.


Contato: geovanni.minasbio@gmail.com









 


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