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Anfíbios Anuros: Sentinelas da Saúde Ambiental e Questões Envolvendo as Mudanças Climáticas



Anfíbios anuros, seres de pequeno porte e de grande importância ambiental, são indicadores biológicos há muito tempo e, por consequência, estão em declínio populacional. Baseando-se nessa informação pontual, podemos descrever diversos fatores responsáveis pelo enorme abalo envolvendo este grupo atualmente.

Porém, para que possamos adentrar nesse assunto com mais facilidade, vamos conhecer quem compõe este grupo?


O grupo dos Anfíbios, atualmente é dividido em três ordens:

  • Anuros: sapos, rãs e pererecas;

  • Urodela/Caudata: Salamandras e tritões;

  • Gymnophionas: cecílias.


sapo – cururu / Foto: WikiReino

salamandra / Foto: Juzaphoto


cecílias / Foto: lossignificados.com

Do grupo dos anfíbios, neste texto iremos destacar sobre a relevância dos anuros para os ecossistemas, inicialmente citando sobre suas características morfológicas e fisiológicas que os tornam ainda mais únicos. Como características gerais podemos citar: pele mole, lisa, úmida e permeável; região ventral sensível; não possuem cauda e muitas vezes têm línguas pegajosas para capturar presas. Além disso, suas bocas são grandes, possibilitando que eles se alimentem tanto de insetos quanto até de outros anuros e predadores maiores, como serpentes.

Como características fisiológicas pontuamos a respiração por brânquias, pulmões e de maneira cutânea. São animais ectotérmicos, dependendo assim de uma fonte externa de calor, utilizando normalmente a condução e a convecção para as trocas de calor e regulação de temperatura. São animais que possuem um ciclo de vida conhecido por duas fases, inicialmente aquática e larval, ocorrendo uma metamorfose até se tornarem adultos e ocuparem os ambientes terrestres.



Fonte: UOL

Todas essas características justificam o porquê desses animais serem são tão sensíveis a qualquer alteração no ecossistema onde estão inseridos. Quando ocorre algum impacto ambiental, ou principalmente devido as mudanças climáticas, que na atualidade estão sendo bastante apontadas devido as grandes oscilações, e em decorrência de ações antrópicas, eles são um dos primeiros grupos a sofrerem as consequências.


As mudanças climáticas resultam, na maioria das vezes, na perda de habitat, alterações nos hábitos alimentares, mudanças na estrutura da vocalização dos anuros, o que consequentemente leva a um desequilíbrio no modo de reprodução e comunicação dos mesmos.


"91% dos riscos de extinção desses animais correspondem a difusão de doenças e perda do habitat natural, sendo estes os principais motivos da problemática. Já as alterações climáticas correspondem a 39%", como já citado no artigo publicado este ano: “Declínios contínuos dos anfíbios no mundo em face às ameaças emergentes.” Há, portanto, uma grande preocupação envolvendo todos os aspectos que podem influenciar a perda de muitas espécies desse grupo.


Desse modo, é de extrema importância enfatizar a urgência da conservação desses animais para desenraizar mitos e disseminar informações seguras e de qualidade, podendo ocorrer a partir da educação ambiental promovida em ambientes públicos, escolas, empresas e regiões rurais. Além de pensar em medidas conscientes e sustentáveis que minimizem o efeito das mudanças climáticas, como investimentos em energia solar, por exemplo. E destacar a importância do investimento e manutenção em unidades de conservação (UCs) que auxiliam na conservação de muitas espécies.


Fonte: Flickr


REFERÊNCIAS:


LEMES, P. Mudanças climáticas e prioridades para a conservação da biodiversidade. Rev. Biol. Neotrop. 47-57, 2014.


ALMEIDA, M. W. Análise cienciométrica dos efeitos das mudanças climáticas globais em vertebrados ectotérmicos Vol. 4, Nº. 2. 2015


COSTA, R. N. T. Mudanças climáticas e seus impactos sobre os anfíbios brasileiros, Revista da Biologia (2012) GUIMARAES, L. D. A.. ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DE ANFÍBIOS ANUROS DO ESTADO DE GOIÁS, 2006


DORNELLES, M. F. Revisão sobre toxinas de Anura (Tetrapoda, Lissamphibia) e suas aplicações biotecnológicas.


TOLEDO L. F. A retrospective overview of amphibian declines in Brazil's Atlantic ForestBiological Conservation. 2023.





 


Sobre a autora: Vitória Jalowitzki de Lima, graduanda em Ciências Biológicas / Bacharelado - UFU, é encantada pela natureza, tanto com sua diversidade de fauna, quanto a de flora. Atualmente faz parte do laboratório de estudos REPTAN – Répteis e Anfíbios, e relata que cada vez mais tem se apaixonado pelos aprendizados obtidos.


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